Maríntimo

entre brancas nuvens sereias
trás a onda de sentimento fulgaz
em corrente cardumes prazeres traz
ínfimas esculturas de areias, sais
sendo barco pesqueiro de monumentos tais
sigo tuas íntimas linhas cortando fundo cais
em cada gota de suor, desejo, orvalho mel
um naufrágio momento de eternos ais
despindo lenta quando esvai num véu
entre o oceano, as rochas e o céu

onde pára, e pisca
e não sabe, quem dera
que fisga
meu íntimo
mar

2 comentários:

Carmem Salazar disse...

Juliano,gostei muito de pousar aqui, no agora mar; entre as linhas que te desenham onde branco e pronto pra voar.

J. Wasem disse...

muchas gracias